A anencefalia é uma malformação rara do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural nas primeiras semanas da formação embrionária.
Ao contrário do que o termo possa sugerir, a anencefalia não
caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se
observam graus variados de danos encefálicos. A dificuldade de uma
definição exata do termo "baseia-se sobre o fato de que a anencefalia
não é uma má-formação do tipo 'tudo ou nada', ou seja, não está ausente
ou presente, mas trata-se de uma má-formação que passa, sem solução de
continuidade, de quadros menos graves a quadros de indubitável
anencefalia. Uma classificação rigorosa é, portanto quase que
impossível".
Na prática, a palavra "anencefalia" geralmente é utilizada para caracterizar uma má-formação fetal do cérebro. Nestes casos, o bebê pode apresentar algumas partes do tronco cerebral funcionando, garantindo algumas funções vitais do organismo.
Trata-se de patologia letal. Bebês com anencefalia possuem
expectativa de vida muito curta, embora não se possa estabelecer com
precisão o tempo de vida que terão fora do útero. A anomalia pode ser
diagnosticada, com certa precisão, a partir das 12 semanas de gestação,
através de um exame de ultra-sonografia, quando já é possível a visualização do segmento cefálico fetal.
O risco de incidência aumenta 5% a cada gravidez subsequente.
Inclusive, mães diabéticas têm seis vezes mais probabilidade de gerar
filhos com este problema. Há, também, maior incidência de casos de
anencefalia em mães muito jovens ou nas de idade avançada. Uma das
formas de prevenção mais indicadas é a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação.
Aborto
A interrupção da gravidez, também conhecida como aborto terapêutico, é permitida em casos de anencefalia em diversos países.
O Brasil
autorizou em 2012 a realização do aborto terapêutico para fetos com
anencefalia. Até então, grávidas com fetos com anencefalia precisavam de
autorização judicial para realizar o aborto.
Segundo grupos contrários à manutenção da vida do feto com anencefalia, a interrupção da gravidez nestes casos diferiria do aborto
por interromper o desenvolvimento de um feto que inevitavelmente
morreria durante este processo, ou logo após o parto, enquanto o aborto
interromperia o desenvolvimento de um bebê normal.
A interrupção da gravidez seria um processo semelhante, neste caso, a
tirar a vida de uma pessoa em estado terminal, a qual sabe-se que
inevitavelmente irá morrer, mais cedo ou mais tarde - no caso da
anencefalia, provavelmente muito cedo.
Essa visão é, entretanto, contestada por grupos contrários ao aborto,
que alegam que toda vida tem valor, independente de seu tempo de duração.
Wikipédia
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Opiniões
1 comentários:
Totalmente a favor. Um bebê anencéfalo não tem condições nenhuma de fazer qualquer coisa no decorrer de sua vida, será apenas um sofrimento para os pais.
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